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Notícias sobre Mercados de Previsão na América Latina — Brasil, Argentina e Colômbia

A história dos mercados de previsão na América Latina está concentrada no Brasil — uma sequência rápida de uma parceria, uma proibição, um bloqueio de fiscalização e um substituto regulado — além de ações judiciais e regulatórias na Argentina e na Colômbia.

SK
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Últimos acontecimentos — América Latina

  1. Lançamento

    B3 amplia os Event Contracts para inflação (IPCA) e PIB

    A B3 lançou dois novos contratos de eventos que acompanham o índice amplo de preços ao consumidor do Brasil (IPCA) e o PIB trimestral, ampliando a linha de produtos regulados lançada em abril. Eles continuam restritos a investidores profissionais; a B3 observou um forte interesse do varejo que as regras atuais excluem.

    Fonte: BNLData

  2. Fiscalização

    Anatel ordena que provedores de internet bloqueiem 28 plataformas de mercados de previsão no Brasil

    Após a determinação do Ministério da Fazenda e do CMN, a Anatel, reguladora de telecomunicações do Brasil, notificou os provedores de internet para bloquear 28 plataformas de mercados de previsão nominalmente citadas, incluindo Polymarket, Kalshi, PredictIt e cerca de duas dezenas de plataformas brasileiras e internacionais menores. A ação seguiu uma nota técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) que classificou essas plataformas como apostas não regulamentadas.

    Fonte: Estado de Minas

  3. Lançamento

    B3 lança 'Event Contracts' regulados sobre Ibovespa, dólar e Bitcoin

    A bolsa de valores B3 do Brasil começou a negociar seis contratos de eventos — instrumentos precificados de 0 a 100 refletindo a probabilidade do evento, com pagamento fixo e sem alavancagem — referenciados no índice Ibovespa, no dólar americano e no Bitcoin. A B3 recebeu autorização da CVM para oferecê-los a investidores profissionais (com mais de R$10 milhões em ativos ou certificação técnica) como uma exceção aberta sob a nova proibição do CMN.

    Fonte: Investing.com (Reuters)

  4. Regulação

    Resolução 5.298 do CMN proíbe contratos derivativos baseados em eventos no Brasil

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) do Brasil proibiu a oferta e a negociação de contratos derivativos vinculados a eventos esportivos, de jogos online, políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento, incluindo derivativos negociados no exterior oferecidos no Brasil. A norma abre uma exceção para contratos vinculados a indicadores econômico-financeiros legítimos, como índices de preços, taxas de juros e câmbio, e commodities. Assinada pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; em vigor a partir de 4 de maio de 2026.

    Fonte: Banco Central do Brasil

  5. Decisão judicial

    Tribunal de Buenos Aires determina bloqueio nacional do Polymarket na Argentina

    Um tribunal criminal de Buenos Aires (Juzgado PCyF N.º 31), atuando em um caso movido por um promotor especializado em crimes de jogos de azar, determinou o bloqueio nacional do Polymarket, considerando que a plataforma operava como um sistema de apostas online não autorizado, e não como um mercado de previsão legítimo. A ENACOM foi determinada a coordenar o bloqueio em nível de provedores de internet, e a Apple e o Google, a remover o aplicativo para usuários argentinos. O caso ganhou urgência após negociações suspeitas em um mercado do Polymarket sobre a inflação argentina, pouco antes da divulgação oficial do IPC pelo INDEC.

    Fonte: Infobae

  6. Lançamento

    Kalshi firma parceria com a corretora brasileira XP em mercados de previsão

    A Kalshi anunciou sua primeira parceria estratégica com uma instituição financeira fora dos Estados Unidos, unindo forças com a XP International (por meio de sua marca Clear) para dar a investidores brasileiros com contas internacionais acesso a mercados de contratos de eventos regulados pela CFTC, inicialmente voltados a eventos financeiros e econômicos. A parceria é anterior à proibição e ao bloqueio de plataformas ocorridos no Brasil em abril de 2026.

    Fonte: Kalshi

  7. Regulação

    Coljuegos, da Colômbia, ordena bloqueio do Polymarket por apostas eleitorais

    A Coljuegos, reguladora de jogos de azar da Colômbia, solicitou que os provedores de internet bloqueassem o acesso ao Polymarket, determinando que seus mercados sobre a eleição presidencial de 2026 constituem jogos de azar não licenciados segundo a legislação colombiana. O presidente da Coljuegos, Marco Emilio Hincapié, afirmou que a plataforma não possui as autorizações exigidas; a reguladora observou que apenas 14 operadores são licenciados para jogos online na Colômbia.

    Fonte: Coljuegos

Fluxo de manchetes ao vivo

Fluxo em tempo real de manchetes relevantes para os mercados de previsão, com links diretos para os contratos negociáveis relacionados. O índice editorial acima é o registro canônico; o fluxo ao vivo é uma ferramenta de trabalho para traders ativos.

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Perguntas frequentes

Os mercados de previsão são legais na América Latina?
Varia por país e a regulamentação está ficando mais rígida. O Brasil proibiu os contratos derivativos baseados em eventos em 2026 e bloqueou 28 plataformas, ao mesmo tempo em que autorizou um produto regulado restrito (B3 Event Contracts) para investidores profissionais. Os tribunais da Argentina determinaram um bloqueio nacional do Polymarket, e a reguladora de jogos de azar da Colômbia agiu contra o acesso a apostas eleitorais. O México não tem regra específica e não há registro de fiscalização.
Os brasileiros podem negociar contratos de eventos legalmente?
Somente por meio dos Event Contracts da B3, autorizados pela CVM, que são restritos a investidores profissionais (com mais de R$10 milhões em ativos ou certificação técnica). Mercados de previsão offshore, como Polymarket e Kalshi, foram bloqueados pela Anatel em 2026.
O que aconteceu com o Polymarket na Argentina?
Um tribunal de Buenos Aires determinou um bloqueio nacional em março de 2026, orientando a reguladora de telecomunicações ENACOM a coordenar o bloqueio pelos provedores de internet e as lojas de aplicativos a remover o aplicativo, após considerar que o Polymarket operava como apostas online não autorizadas.